Tribe & Psychogarden

Dia 14 de Julho de 2007, um dia para ficar na memória não só dos catarinenses que enfrentaram 12 horas de estrada, mas para todos que foram para a Tribe & Psychogarden.
Antes mesmo de chegar à festa a placa de boas vindas da cidade já alertava: "Pirapora do Bom Jesus – a cidade dos milagres" e realmente aquele lugar possui uma vibração diferente, mais positiva.
A fila de carros chegou a fechar duas pistas da Rodovia Castelo Branco (6,2km do estacionamento da festa), muitas pessoas resolveram deixar os ônibus e vans para trás e enfrentar esses quilometros a pé. Do estacionamento já dava para ouvir o som forte fazendo a vontade de chegar logo ao dance floor subir. Mas antes de colocar os pés na terra do DF mais uma caminhada para ir aquecendo os músculos das pernas e para a mulherada já ir se acostumando com a poeira nas botas e nas roupas.
"Amor a primeira vista" é realmente esse o sentimento que se tem quando se vê mais de 15 mil pessoas juntas levantando poeira e unidas por uma única batida, que para os que não a entendem, insistem em chamar de "batida repetitiva". O assessor do projeto Alkaline*, Alex Pezzini, comenta um pouco sobre alguns lives:
Domestic – Mandando aquele "mornizão" pra galera começar bem o dia.
Wrecked Machines – Surpreendeu com umas tracks novas, bem diferente dos lives anteriores.
Astrix – Deixou a desejar, veio praticamente o mesmo set. Abrindo com "Mescaline". A única novidade foi "Test Frequency" o que nem é tão novidade assim
Ace Ventura – Tocando um prog finíssimo, colocou a galera que estava fazendo a digestão do almoço pra rebolar.
DNox & Beckers – Live muito bom, fechou com chave de ouro. Ainda mais mostrando no telão "Brasil 3 x 0 Argentina"
O local da festa é simplesmente perfeito, você se sente livre, consegue esquecer todos os problemas que estão do lado de fora da festa, rodeado de montanhas a pedreira é considerada para muitos "a segunda casa". Mas o que seria de um lugar perfeito se o clima não ajudasse? O clima da festa parecia ser controlado pelos organizadores, quando todos estavam cansados do sol vinha uma sombra com uma breve garoa, uma brisa e logo em seguida voltava o sol.
Os preços nos bares estavam "normais" infelizmente já nos acostumamos a pagar R$ 3,00 em uma garrafa de água, R$ 4,00 em uma lata de cerveja, a grande jogada da organização foi o combo: três cervejas por R$ 10,00. O único ponto fraco da festa na minha opinião foi a questão da segurança. Na revista estavam rigorosos de mais a ponto de barrarem "lubrificantes" de lentes de contato, mesmo sabendo da poeira que estava dentro da festa e vários tubos de vicks. Concordo que uma revista rigorosa é importante, mas tudo existe um ponto de tolerância. Dentro da festa os seguranças não estavam nem ai, tanto que duas pessoas subiram na estrutura central e proporcionaram uma das cenas mais engraçadas do dia e só tomaram uma atitude quando perceberam que a cena estava tomando proporções maiores. Não vi muitos seguranças rondando pela festa e na estrada para a volta do estacionamento não havia nenhum.
Tirando apenas esse detalhe sobre a segurança a festa pode ser considerada uma das melhores do ano.
*Alkaline – Projeto catarinense de Florianópolis, teve início em 2006 revelando um Fullon high Tech de forte pegada e com melodias surpreendentes que oscilam entre o morning e o night dependendo do momento específico em seu Live Act (www.myspace.com/alkalinebr).
Foto e Texto: Rodrigo Gomes



