DUO MINEIRO DIRTYLOUD GANHA DESTAQUE NO EXTERIOR
DUO MINEIRO DIRTYLOUD GANHA DESTAQUE NO EXTERIOR – Com a descentralização dos focos de música eletrônica no país, mais estados têm entrado no circuito da cena da e-music, é o caso do duo mineiro Dirtyloud.

A dupla, de Belo Horizonte, pouco tempo passa na cidade, devido à agenda cheia que possui. O Dirtyloud é formado pelos artistas Marcus e Eduardo, que entre as suas performances mais recentes está a participação comoheadliners no BH Dance Festival. “A gente adora BH, é diferente tocar em casa. Tentamos fazer isso pelo menos uma vez a cada dois meses, mas, por causa das turnês, nem sempre conseguimos”, contou Marcus em entrevista cedida à versão on-line do Correio de Uberlândia.
A amizade dos DJs iniciou em 2007, sendo que ambos já contavam com o acúmulo de outras vivências em projetos musicais. O trabalho em conjunto, entretanto, iniciou poucos anos depois, entre 2008 e 2009, quando nasceu o Dirtyloud. Em 2010 começaram a projetar a carreira no exterior, praticamente em todos os continentes.
Os músicos já realizaram três turnês pela América do Norte (Estados Unidos e Canadá), duas turnês na Oceania (Austrália e Nova Zelândia), uma na Coreia do Sul, uma na África do Sul e outra na Europa. O desempenho da dupla já rendeu, inclusive, a declaração de DavidGuetta, que afirmou ser um grande fãs dos mineiros.
Entre os trabalhos mais reconhecidos de Marcus e Eduardo está o remix de Vandalism, de Porter Robinson e Amba Shepherd, que emplacou pra valer na rádio BBC 1 da Inglaterra. Enquanto isso, no Soundcloud, eles tiveram mais de dois milhões de plays. Outro momento importante foi o convite para remixar a música Hold me, de Yoko Ono. “Recebemos o convite do produtor dela, que já conhecia a gente desde o primeiro lançamento. Temos uma boa aceitação no mercado por quem é antenado na e-music, pessoal que conhece e entende”afirma.
Sobre o tipo de música que fazem, explicam como usam o tempero brasileiro nas produções. “O Brasil tem sua representatividade no mercado da música eletrônica, fazendo música eletrônica. Esse tempero brasileiro se vê em pequenas doses no nosso trabalho. Somos reconhecidos pela qualidade do que fazemos e não somente por ser uma dupla brasileira”, explicou Marcus. E acrescentou “Artistas como DJ Marky misturava muito drumn´ bass e bossa nova, por exemplo. O que a gente faz é electrohouse e doubstep, um som com uma pegada mais pesada, mais para frente”.


