Kenzo Tominaga – Em ascenção, o artista representa o Brasil no microhouse

Minimalista por natureza
Foi ouvindo Mozart e Sebastian Bach que o DJ e produtor paulistano Kenzo Tominaga descobriu, aos 07 anos, que o universo da música fazia parte da sua vida de forma incomum. Durante os 06 anos em que estudou piano se deparou com a música eletrônica underground, um techno da época em que surgiam as primeiras festas.
Hoje, com 24 anos, Kenzo faz parte do time da Crash Management e é considerado uma das revelações da cena eletrônica produzindo um minimal techno experimental que desenvolve com harmonias diferentes de melodia, acordes e swing, arquitetado como uma sinfonia contemporânea.
Representando um estilo ainda não muito conhecido, o microhouse, o artista é o único brasileiro que defende essa estética de som, alinhando sua técnica a uma pegada mais funky.
Com um repertório de cerca de 50 músicas, o produtor também conhecido como Tominugen chama atenção de netlables do mundo todo: lançou 02 EPs virtuais pelo selo romeno 3 Liquid Hz Records, o Raoult (2007) e Atmicrospheric (2008); pelo selo alemão Auflegware teve suas faixas numa compilação virtual e, no próximo dia 09 de julho, o EP Sapukai é lançado pela gravadora italiana Sunplay, que também representa artistas como Sonotheque, Minimono, Lemos, Kreon, Jeff Samuel, entre outros.
O Sapukai EP conta com 04 tracks e ainda um remix da produtora japonesa Akiko Kiyama, referência internacional do mesmo estilo eletrônico que assina em labels como Contexterrior, Lick My Deck, District of Corruption e tem conquistado artistas como Ritchie Hawtin que assinou uma música sua na compilação DE9. Para a divulgação do EP, Akiko veio de Berlin para a América do Sul, onde tocou ao lado de Kenzo nos clubs Cocoliche (ARG) e D-edge (SP). O EP ainda não foi lançado, mas o remix de Akiko já tocou na Rádio BBC, no programa BBC 6 Music – Tom Robinson's show Fresh on the Net.
Detalhista por natureza, ao longo de sua carreira, ao invés de acrescentar foi abstraindo. Destrinchou o house e evoluiu para a linguagem minimalista que carateriza seu som, alinhando bases eletrônicas contínuas e mântricas à precisão de elementos musicais cuidadosamente colocados. Apesar de não gostar tanto de computadores, acaba passando a maior parte das horas em frente ao monitor, arquitetando beats. Além de produzir, Kenzo produz jingles, trilhas de publicidade e artistas. “Gosto de me sentir produtivo. A música acaba com meus problemas, eu esqueço de tudo. Ela me traz uma felicidade incondicional e me dá força”, diz.
Mantendo a tradição de anos, Kenzo acaba de embarcar para a Europa. O motivo? Música, claro. Na Suíça parada para o update no case, depois em Londres já tem data marcada para se apresentar no Cafe 1001 e no Made In. Em Franckfurt encontra amigos também Djs e produtores no festival Love Family Park e segue ainda para a Irlanda, Bélgica e Paris.

