Música Eletrônica de Verdade!

Login

Entrevista The Witchdoktors Imprimir E-mail
(4 votes)
Por Snake.m®   
24 de abril de 2008

The Witchdoktorsaka Fab e Matt

Assim como o nome sugere, The Witchdoktors é o projeto formado pelo duo de Djs Fab e Matt, que enfeitiça o público da cena underground paulistana com um repertório musical esplêndido e transições que honram a bagagem da dupla.

Em pouco tempo de existência, The Witchdoktors não só já se apresentou nos principais clubes de São Paulo como firmaram residência: no Lov.e com o projeto Supernova, Clash e Vegas, no qual são os criadores do projeto mensal Klax que fará um ano em março de 2008. Os clubes D-edge e SPKZ também fazem parte do circuito dos artistas.

Confira a entrevista exclusiva ao site Eletro Eletromusica e passe a conhecer mais sobre a dupla.

 


01 - The Witchdoktors: O nome remonta a cura e a culturas consideradas pagãs. Qual o pensamento da dupla ao criarem o nome?

R: Embora o nome remeta a tais culturas, a escolha surgiu quase que por acaso. Os principais motivos foram a sonoridade e a exclusividade. Hoje é muito raro um nome que não tenha homônimos ao redor do mundo. Tivemos a idéia ouvindo uma track do Armand Van Helden de mesmo nome. Achamos que soava bem e acabamos optando por ele.

02 - Qual apresentação da dupla que foi mais marcante até agora? E qual a casa que gostam de tocar no Brasil?

R: Foram várias as marcantes, mas acho que podemos citar duas. A primeira na Love Parade em Bogotá na Colômbia, onde dividimos os decks com grandes nomes locais, além de grandes brasileiros e o alemão número 13 do mundo, o  Markus Schulz. Foi uma experiência surreal tocar em uma festa tão grande e de tamanha importância para a cena eletrônica mundial. A outra foi uma das apresentações mais completas que já tivemos. Rolou no Clash, em São Paulo. Na mesma noite tocaram Velkro e o polonês Robot Needs Oil aka Greg Kobe. Tivemos o prazer de abrir e fechar a noite podendo fazer dois sets totalmente diferentes e mantendo a pista cheia até o momento do som ser desligado.
É difícil falar somente de um club em que gostamos de tocar. Em São Paulo, nossos preferidos são Clash e SPKZ. A localização, a estrutura, tudo ajuda. Fora do estado, gostamos da Girus, uma casa gigante próximo de Belo Horizonte/MG e da Delux.e em Campinas.

03 - Qual o pensamento da dupla sobre a música eletrônica? Vocês enxergam limites dentro dela?

R: Para nós, a música eletrônica foi aos poucos se tornando uma filosofia de vida e hoje é impossível imaginar o que seria de nós sem isso, ou termos que abrir mão à partir de agora. Nos entregamos à ela durante 24h por dia e a única certeza que temos é que jamais conseguiremos tirá-la dos nossos caminhos.
O mais intrigante é a amplitude e a abrangência da música eletrônica no mundo. Sendo assim, fica difícil ver limites em algo que cresce tanto e se recicla com tanta freqüência globalmente falando.


04 - E como vocês acham que os Brasileiros enxergam a música eletrônica? Mais precisamente também o som de vocês. O que o público pode esperar de suas apresentações?

R: Hoje a ME é bem difundida, diferente de 10 anos atrás quando, comparado com hoje, se ouvia muito menos. Era um nicho mais segmentado e restrito. Há alguns anos virou moda, o que de certa forma, mesmo tendo seu lado ruim, agregou muito. Ainda assim, poucas pessoas se aprofundam em descobrir novos estilos e produtores. A grande maioria está na pista pra se divertir e não para prestar atenção em nome de música ou em que ano ela foi produzida e é justamente pra essas pessoas que nós nos preocupamos em fazer uma boa apresentação. Sempre priorizamos o que a pista quer ouvir e é por isso que temos material contendo uma grande diversidade musical, permitindo com que toquemos em qualquer horário, início, meio ou fim da festa.

05 – Vocês diriam que existe uma mistura explosiva para o The Witchdoktors, talvez pelas influências de cada um antes do nascimento do projeto? Comentem um pouco sobre isso.

R: Acreditamos que isso influi bastante. Embora o rock seja nosso estilo preferido, cada um tem uma peculiaridade. Eu prefiro as bandas mais antigas e o Matt já gosta mais de Nu Metal. Também ouço muitos outros estilos musicais que vão de música clássica até Drum n´ Bass. Tivemos banda na adolescência, e até trompete em Banda Marcial eu já toquei.

06 - Vocês vêem diferenças entre o pensamento sobre música eletrônica européia e brazuca? O que acham disso?

R: Atualmente, graças à fusão musical que vem acontecendo, essa diferença está diminuindo no Brasil, mas há alguns anos, vários estilos agonizaram em virtude da quantidade de “donos” que a música tinha. Tudo era muito segmentado e raramente se via uma festa com tantas vertentes mescladas como se vê hoje. Antes, para cada vertente, havia um estilo, uma tribo, um comportamento, um preconceito. Hoje, a música eletrônica é levada tão à sério como qualquer outro de estilo de som, chegando até ser um vício a muitos fiéis e amantes da e-music. Musicalmente falando, a Europa sempre esteve à frente de seu tempo pela mente aberta de seus habitantes, e no Brasil, percebemos algumas mudanças de atitude, aceitação, julgamento, há pouco tempo. Percebe-se que os rótulos estão deixando de existir e que, enquanto o Brasil não for um país pioneiro, é ainda, seguidor de tendências.

07 - Li uma vez que vocês disseram que o Underground agoniza, mas nunca morre. Também disseram que as festas mainstream, que realmente são a maioria das festas, possuem estruturas maiores e que vocês vêem o caminho que a cena anda tendo como algo natural e benéfico. Pensando sobre isso, porque vocês acreditam que mesmo o underground sendo uma cena que sempre funciona à preço de custo, nunca encontra seu fim?

R: Principalmente por causa do seu público fiel. Os amantes do underground dificilmente o abandonam ou trocam por causa de um gringo mundialmente conhecido que venha tocar em um club do mainstream ou qualquer coisa do tipo. O que acontece é que a vida útil dos clubs que carregam a bandeira do underground pode ser menor. Podemos citar por exemplo o Susi in Transe. Sempre foi um club underground em todos os sentidos, preço, localização, público, som, porém, foi obrigado a fechar as portas por falta de verba, ou seja, mesmo com o público fiel, o estilo underground não morre, mas os clubs estão sempre correndo risco.

08 - Uma pergunta polêmica que costuma ser evitada. O que vocês acham sobre a avalanche das drogas nas festas eletrônicas?

R: Realmente é uma questão bem polêmica e de certa forma, vemos muita hipocrisia quando se aborda esse assunto. É óbvio que essa avalanche não nos agrada, porém, é uma realidade e combater com repressão da forma que vemos as autoridades combatendo certamente não é o melhor caminho. Certa vez participei do programa Debate MTV, onde o assunto principal era a distribuição de panfletos nas festas e clubs informando ao usuário algumas formas de minimizar os riscos na utilização dos entorpecentes, e o que se viu foi um bando de autoritários querendo tapar o sol com a peneira, pessoas que não pensam na possibilidade de ter um filho ou um amigo na situação e simplesmente dando um belo foda-se para o que acontece na cena eletrônica. É muito mais fácil prender um dono de festa, que tem uma empresa idônea, trabalha duro e dá emprego do que educar e cortar o mal pela raíz.

09 - Falem um pouco sobre um grande cara que sempre rolou na cena.

R: Os nomes mais conhecidos são vários, mas podemos citar Murphy, Magal e Camilo Rocha. São artistas que se atualizam constantemente, claro, favorecidos pelas turnês no exterior, mas que se mostram versáteis e muito competentes.

10 - Amor à música e vontade de sucesso.

R: Para nós, o amor  e sucesso, são dois aspectos que caminham juntos, porém, achamos que sucesso é conseqüência de um trabalho feito por amor, e no nosso caso, com uma única ambição: divertir a todos! E isso também nos inclui. Como citamos no começo da entrevista, a música para nós é mais do que algumas batidas somadas, mas um estilo de vida, uma filosofia. 

11 - Vocês têm alguma novidade nos próximos meses? Alguma outra produção própria ou algo do gênero? Para os fãs ficarem antenados tem data para o lançamento?

R: Temos algumas produções em andamento e até o meio do ano, pretendemos lançar um CD com sets, produções, fotos e todas as infos da dupla.

12 - Gostariam de deixar algum recado para os fãs?

R: Primeiramente gostaríamos de agradecer a oportunidade de falar num site tão importante para a música eletrônica e agradecer principalmente ao carinho e prestígio das pessoas para com o The Witchdoktors. Valeu!

Em nome do site: Nós que gostaríamos de agradecer ao Duo por fornecer a entrevista e pela força que dão na disseminação da música eletrônica para todos! Valeu!

Para você usuário que se liga na cena e quer saber mais um pouco sobre a dupla entre no link a seguir e veja o release dos rapazes: The Witchdoktors

Comentarios (0)Add Comment

Escreva seu Comentario
quote
bold
italicize
underline
strike
url
image
quote
quote
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley

security code
Escreva os caracteres mostrados


busy

Adicionar este links no eu curti!Adicionar esta not?ia no LinkkLink TOU?adiHITTDel.icio.us!Google!Technorati!Yahoo!
 
< Anterior   Próximo >

Parceiros

Vagas de Emprego
Encontre empregos, transportadoras, construtoras, hotéis, motéis e muito mais.
www.listao-saopaulo.com.br

Jogos Online
Divirta-se com os melhores Jogos Online!
www.onjogos.com.br

Distribuidora de Água Mineral
Distribuidora de Água Mineral em São Paulo.
www.aguasaude.com.br

Enquete

Qual Seu Estilo Preferido?