Música Eletrônica de Verdade!

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Entrevista - Dj Livia Imprimir E-mail
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Por Davidson   
20 de abril de 2008
Entrevista - Dj Livia

Residente da Tribe, um dos nomes mais queridos do psytrance nacional, esta paulistana não pára. Acaba de tocar na Tribe Porto Alegre, dia 26 toca na Pedreira e dia 10 de maio em Belo Horizonte. Em entrevista exclusiva à Tribe ela conta sobre o passado, futuro, eventos, novidades, etc... Confira!

1- Como e quando você descobriu a música eletrônica e resolveu que era isso que queria para sua vida?


Desde menina escutava música eletrônica, desde os late 80’s, já escutava Pet Shop Boys, Erasure. Aí, o tempo passou, eu iniciei uma carreira em economia, mas a música continuou sempre presente de outras formas. Eu na verdade queria ser cantora! Em 2001, eu fui a minha 1ª rave, que por sinal, foi a 1ª Tribe, e me senti em casa e percebi que era lá que eu queria estar. Aos poucos fui direcionando minha vida às festas. Em 2005 fui à Índia e na volta larguei meu emprego das 9 às 6 e comecei a me dedicar 100% à música. 


2- Fale sobre seus gostos musicais. O que você escuta fora e dentro da e-music? Quais são suas influências musicais dentro e fora da música eletrônica?


Dentro da e-music eu tenho escutado muito techno, progressive e minimal. Fora do meio, escuto MPB, tipo Chico, Caetano e nunca deixo de escutar também Jewel, Gwen e Madonna, mas atualmente estou numa fase muito Beatles. 


3- Você é uma das primeiras mulheres a tocar psytrance no Brasil. Como é viver nesse mundo, ter reconhecimento pelo seu trabalho e ser uma influência para outras meninas?


Ter o meu trabalho reconhecido é uma grande alegria. Dedico o meu tempo mais precioso à música, nunca deixo de me reciclar e não dá pra parar nunca! O fato de ser mulher nunca me impediu de conseguir um trabalho, muito pelo contrário, sempre adorei e fico muito emocionada quando meninas vêm conversar comigo e dizer que as inspirei a lutarem pelo seu espaço em todos os meios, e não só na música.   


4- Todo DJ, ou a maioria deles migra naturalmente para o lado das produções e com você não deve ser diferente. Já tem alguma track de sua autoria? Como vão as suas produções?


Eu já estudo produção musical há mais de 1 ano, mas antes de começar a produzir músicas de minha autoria, eu decidi aprender a tocar algum instrumento para ter mais consistência melódica. Então, escolhi o piano, que acredito ser um dos mais apropriados. Já estou nessas aulas de piano há 6 meses. 


5- Em uma entrevista para o site Balada Planet você chegou a dizer que o fato do psytrance estar tão grande hoje em dia, em partes, é um pouco de modismo, porque o full on, principalmente, é muito agitado, pra cima e os brasileiros gostam disso. Você, como está no trance a um bom tempo, acha que poderá acabar um dia? Como reciclar o estilo?


Não acredito que o trance vá acabar. O que já está acontecendo, é uma grande influência de outros estilos musicais sobre o psy, como techno e progressive, o que é lindo, uma evolução! Isso está atualizando o gênero. 


6- Quais foram as principais festas que você já se apresentou? E no exterior, quais foram?


As principais festas onde me apresentei foram: todas as Tribes e Solaris Festival, Universo Paralello, Kaballah, Skol Beats. Fora do Brasil, teve a Manali Full Moon Party, na Índia. 


7- Você passou uma boa temporada no exterior. Como foi essa experiência? Como você acha que evoluiu como artista e como pessoa?


Passei um bom tempo na Índia, Israel e Inglaterra. São países culturalmente muito excitantes. Nessas viagens você conhece estilos de vida e gente muito diferente, então eu aprendi a respeitar pessoas e culturas diferentes das minhas.


8- Você é residente da Tribe e sabemos que seu vínculo vai além de só tocar nas festas. Conte-nos sobre seu relacionamento com a Tribe. O que ela significa pra você?


A Tribe mudou a minha vida inteira. Mudou o meu destino, a minha carreira, e tudo o que eu planejava para a minha vida. Eu amo muito todos os que trabalham comigo, e hoje em dia o meu relacionamento com eles vai além do profissional. São pessoas que eu sempre quero que estejam por perto, são amigos, são irmãos. 


9- O público é sempre muito carinhoso e demonstra isso claramente em suas apresentações, sem ele o artista não é nada. Como é sua relação com as pessoas que lhe admiram? Como você lida com o assédio do público?

 

O público da Tribe desde o início me deu muito carinho e acreditou em mim. Na época da minha vida que mais precisei de energia, quando sofri um acidente em 2006, a força que recebi do público foi incrível. Guardo até hoje as mais de 3.000 mensagens, scraps, que recebi na Internet, e sempre procuro trocar o máximo de energia com todos que admiram o meu trabalho e vem falar comigo.


10- Mande uma mensagem a todos.


Muita paz, amor e música sempre!! Sexo com camisinha!! Drogas BAH!!

 

Créditos: Bruna Armani - NL Eventos

Comentarios (1)Add Comment
comentarios
escrito por tozo, 21/abril/2008
como vc leva a dificuldades de ser mulher, sedo dj
vc ja levou algum fora tipo apresentar em festa por ser mulher

axo q vc vvai fazer muito sucesso com suas musicas, certo q tem muitas dificuldades na vida e muito preconceito, mais vai enfrente adorei sua musicass.
parabens!!!

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